6:36 PM by Bruna Mendez
Talvez eu ache que dez da noite seja cedo demais pra você voltar e espere até mais tarde, às duas, depois mude minha percepção sobre cedo e tarde e espere mais, até às cinco, e veja que já é tarde demais, tarde demais pra não me importar mais com você, já são sete, espero que volte logo ou que tenha dormido bem, eu sempre espero.
7:22 PM by Bruna Mendez
Eu quero esquecer todos os nomes, todas as músicas e cheiros que até então não saem de mim, quero esquecer cada gesto que gravei, expressão, esquecer os sorrisos, porque ela é assim, um sorriso pra cada situação, esquecer os vários humores, esquecer a versatilidade de caráter, esquecer a voz e o jeito como pega no cigarro, esquecer o quão covarde, o quão dissimulada, encantadora e o quão bonita foi pra mim um dia. Eu quero esquecer todas as vezes que a ouvi lamentar sobre outras dezenas de pessoas que não eu, esquecer o que ouvi sobre outros beijos que não o meu, esquecer que mesmo com tudo, eu continuo esperando, esperand, esperan, espera, esper, espe, esp, es, e.
Preciso de espaço, espaço pras minhas coisas, espaço pra outras pessoas, preciso ter espaço pra guardar coisas boas, de você talvez, de mim, coisas boas de se sentir nesses dias mais longos.
Preciso de espaço, espaço pras minhas coisas, espaço pra outras pessoas, preciso ter espaço pra guardar coisas boas, de você talvez, de mim, coisas boas de se sentir nesses dias mais longos.
1:19 PM by Bruna Mendez
Depois de uma longa caminhada, descalça, com os pés calejados e machucados pelos "trupicões" que me deixaram sem as pontas dos dedos, com os joelhos e as palmas das mãos raladas, depois, depois de ter deixado meu sangue, lágrimas e desespero pelos asfaltos que andei, depois e só depois de implorar por uma porta aberta e um copo d'água, resolvi que colocaria o meu melhor tênis e partiria pra vida, paixões são muitas, amores poucos, são únicos mas não exclusivos, eu mereço mais, bem mais.
11:19 PM by Bruna Mendez
Domingo, 14:00 e pouco, desde sexta-feira a noite o céu parecia desabar, tendo a terra e só a terra como consolo, ou talvez seja eu, não sei, mas sei que: Quando fui e te vi se afastando de mim, pensei o quão bonito era o que eu sentia e pensei sobre o já pensado: Eu a amo de verdade.
10:33 AM by Bruna Mendez
Uma e quarenta e três, acordei, dei uma volta pela casa e percebi que todos já haviam saído pr'os seus afazeres, com a calça do pijama e uma camiseta com mais de 6 anos, reparei o quão deprimente estava a situação, fui escovar os dentes, tentei de todos os jeitos não precisar acender a luz, estava evitando também olhar no espelho, infelizmente a luminosidade desse horário não condizia com a falta de luz daquele canto, não queria me ver naquele estado, como fui obrigada a acender as luzes, dei de cara comigo mesma, meus olhos involuntariamente encheram-se d'água, joguei a culpa na tal pressão que tenho neles e que me faz lacrimejar constantemente, enxaguei a boca e tornei a ver-me no espelho, virei o rosto pr'um lado, pr'outro, me via triste, e naquela hora eram quatro de mim, me via triste no espelho e nas minhas pupilas, me sentia triste, o pior, eu me sentia triste.
Parei e suspirei ainda em frente ao espelho, pensei: tamanha tristeza deve-se ao fato de querer sempre o que meu coração pode suportar (e claro é sempre mais do que eu posso ter), de querer sempre quem eu acho que vou fazer feliz e não de querer o que minha beleza pode comprar, ou melhor, ganhar. Continuei paralizada, afinal, naquele momento eu precisava me sentir morta, estava pensando nela, conclui: aquele sorriso me custa o corpo inteiro, imagina ela, imagina os olhos, o que não me custariam ?! E o pior: imagina o corpo, o que o corpo dela me custaria, creio que a vida, ou umas 100 de mim.
Como diz Caio Fernando Abreu "Foi quando eu senti, mais uma vez, que amar não tem remédio" eu poderia mudar pr'a: Foi quando eu senti, mais uma vez, que amar não tem remédio e que amar platonicamente não tem antídoto. Mas apesar disso, amar nessas circunstancias é o melhor veneno que já chegou até o meu coração, e as substancias estranhas, já tornaram-se parte de mim, de choque anafilático não morro, mas de amor, talvez um dia.
Parei e suspirei ainda em frente ao espelho, pensei: tamanha tristeza deve-se ao fato de querer sempre o que meu coração pode suportar (e claro é sempre mais do que eu posso ter), de querer sempre quem eu acho que vou fazer feliz e não de querer o que minha beleza pode comprar, ou melhor, ganhar. Continuei paralizada, afinal, naquele momento eu precisava me sentir morta, estava pensando nela, conclui: aquele sorriso me custa o corpo inteiro, imagina ela, imagina os olhos, o que não me custariam ?! E o pior: imagina o corpo, o que o corpo dela me custaria, creio que a vida, ou umas 100 de mim.
Como diz Caio Fernando Abreu "Foi quando eu senti, mais uma vez, que amar não tem remédio" eu poderia mudar pr'a: Foi quando eu senti, mais uma vez, que amar não tem remédio e que amar platonicamente não tem antídoto. Mas apesar disso, amar nessas circunstancias é o melhor veneno que já chegou até o meu coração, e as substancias estranhas, já tornaram-se parte de mim, de choque anafilático não morro, mas de amor, talvez um dia.
10:35 AM by Bruna Mendez
Com aproximadamente 1.244.265 milhão de habitantes em Goiânia, onde eu posso encontrar-te senão em uma página, aqui, ou em um copo ? Quisera saber ao menos o seu tom de voz, o seu cheiro, reconhecer o sorriso e os olhos mais de perto, que pelo visto são os mais bonitos que eu já vi e não são os olhos do dia, o sorriso do dia, e sim os mais bonitos que eu realmente já vi e me apaixonei em dignos anos.
Você é tão bonita, eu não canso de dizer, é uma serenidade no meu pesar, por outro lado, é o meu pesar e só pesar, poderia reconhecer agora que sou uma louca, desesperada, viciada em em inclinar-me, obcecada por paixões, até então, viciada, obcecada, desesperada por você.
Você é tão bonita, eu não canso de dizer, é uma serenidade no meu pesar, por outro lado, é o meu pesar e só pesar, poderia reconhecer agora que sou uma louca, desesperada, viciada em em inclinar-me, obcecada por paixões, até então, viciada, obcecada, desesperada por você.
9:45 AM by Bruna Mendez
Vim pensando até chegar aqui, espero que você sobreviva a artilharia da vida, se for pra ruir, que seja em mim, não pareço tão forte e capaz de carregar certos pesos mas eu insisto em exercitar esse músculo que só apanha, mas que pode bater numa força inexplicável, como a força das mães que cometem façanhas para protegerem seus filhos. Como todas as vezes: saí daí rogando, mas agora, rogando a Deus ( pela primeira vez escrevo em letra maíuscula com o respeito de uma desesperada devota) que não tire você de mim, ensaiei um beijo e uma despedida, é que pelo seus ditos você pode ir embora a qualquer angústia, dor ou a qualquer vontade súbita que seja maior que os meus pedidos pra que fique.