9:38 PM by Bruna Mendez
10/01/10
Eu estava afim dela, confesso, mas sabe, aqueles papos eram lances que eu não esperava de uma pessoa com tal idade, ela havia dito que há uns dias, ali, naquele lugar, tinha pego uma menina cujo participara de um programa, cujo horário fora nobre, cuja emissora é bacana, falou algo sobre TV digital, mas foram tantos pronomes relativos num português que tentava combinar o pretérito mais que perfeito, com imperfeito e presente, que, naquela altura, eu já tinha perdido o rumo da conversa, pra completar, lançou a pergunta que faltava:
- Você conhece Fulana ?(ela se referia a Fulana que pegou) Eu já tava pra lá de BH, RJ, SP, nada menos que 1000 km de Goiânia, sei lá rapaz, ela era, e claro, continua sendo uma pessoa desinteressantíssima pra mim, enquanto a tal falava, eu fazia uma retrospectiva das minhas paixões com o Q.I acima da média, Jannes, Gabrielas, Marianas, Marianes, enfim, uma lista com nada menos de 30 nomes, demorei alguns segundos e respondi : Sabe, é que eu não costumo ver os canais abertos da TV, soei arrogante e depois me dei conta que pra pegar aquela ameba ambulante, eu só precisava dissertar sobre programas previsíveis de TV, falar, sei lá, frases genéricas que funcionam em qualquer situação, era só uma conversa ridícula de alguém tentando se enaltecer as custas dos outros, ou melhor, as custas do aperto que deu na gata bêbada no bar mocado da cidade.
Ela é do tipo que eu desprezo, não me apaixonaria nem se fosse a última pessoa com o sorriso bonito do mundo, mas só encontrei dois jeitos de calar a boca da infeliz: Pegando ou matando. E
scolhi a primeira opção, mas pelo simples fato de não querer ser presa no auge dos meus dezoito anos.

Comments (3)


Blogger Mistérios
6:06 AM  

ahsuhUhaushas foda ein cara!

Blogger Losterh
7:20 AM  

E viva a maravilhosa sensação de quebrar a cara. He!

Blogger A Lua e Eu
11:35 AM  

rsrs... adorável o texto! beijo! (te "catei" na comunidade do Transmissor)

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